Eis, 05/02/2010 12:15
Continua o escândalo do quartel da Guarda Civil espanhola em Ordes
ImageA começos de Agosto este portal informava da suspeitosa operaçom da câmara municipal de Ordes, liderada por Manuel Regos, que cedia grátis à guarda civil espanhola um terreio municipal para a construçom de um quartel. Meses depois, a polêmica nom arrefriou, senom que volve com mais intensidade. Enquanto BNG e governo local brigam por conseguirem um novo local para a guarda civil, sectores mais críticos vém como um escândalo que o concelho, no que o paro se incrementou em 43% no último ano, médio milhom de euros seja "regalado" à Guarda Civil.
Ordes, com 43% de aumento do paro num ano, "regala" 500.000 euros à Guarda Civil espanhola
O governo municipal está a correr com os custos da guarda civil espanhola no concelho, assegurando-lhe à vizinhança que asinha o Estado construirá um novo que nom aparece, porém, nos Orçamentos Gerais do Estado por nenhures. Assim é que, até o momento, som os impostos da gente de Ordes quem está a custear este "instituto armado" espanhol célebre na zona, aliás, polo seu papel na repressom da após-guerra. Do BNG local afirmam que "o alcalde tem pagado com o dinheiro dos vizinhos e vizinhas de Ordes o quartel da Guarda Civil, gastando mais de médio milhom de euros na adquisiçom e acondicionamento dum local ao rés-do-chao destinado a quartel da Guarda Civil". O dado está a caldear os ânimos da vizinhança, já que muita gente vê inadmisível que, quando o paro subiu no concelho 43% -o duplo do que os outros concelhos da comarca: Cerzeda, Traço, Tordóia, Frades, Messia e Oroso- respeito o ano passado (segundo dados de junho de 2009), a guarda civil -instituiçom espanhola e polo tanto competência do estado- está a receber 500.000 euros anuais, pouco menos da metade dos 1,2 milhons que o governo local previu investir no fomento de emprego. De facto, Ordes passou, segundo dados do Instituto Galego de Estatística (IGE), de 661 pessoas paradas em junho de 2008, a 943 no verao passado.
Ramiro Recouso, do BNG, sinalou que "enquanto noutros concelhos o quartel será sufragado polo Estao, os vizinhos e vizinhas de Ordes vem-se obrigados, pola incapacidade do seu alcalde, a ter que financiar o quartel da guarda civil, em detrimento de outras necessidades dos vizinhos e vizinhas, que sim precisam atençom dos dinheiros do concelho". Contudo, o assunto está a tornar-se umha carreira de méritos entre o governo de Manuel Regos de UxO (ex tenente de alcalde do PP) e a oposiçom do BNG por ver quem faz mais méritos por trazer o quartel novo a Ordes; no último pleno municipal, a finais de janeiro, o cabeça de lista do BNG, Gonzalo Castro, apresentou umha moçom instando ao alcalde a fazer as gestons pertinentes para conseguir que o Ministério de Interior realice no presente anos os investimentos precisos para construir o novo quartel. Pola sua parte, Regos critica que o BNG nom tenha conseguido o compromisso do governo central através dos seus escanos em Madrid, ao qual replicou Castro exigindo-lhe ao alcalde que assuma as suas responsabilidade, "porque o BNG seguirá a trabalhar e colaborar para conseguir avanços nas infraestruturas e serviços que necessita o nosso concelho", destacando a urgência de lhe instar ao Ministério de Interior para que "este mesmo ano" tenha edificado o novo quartel.
No debate no que se discutiu a moçom apresentada polo BNG, Regos explicou que a compra do baixo "emprestado" à guarda civil "foi necessária para que o quartel permanecesse em Ordes, senom iria para outro município com as conseguintes repercussons negativas que isso teria para a localidade", sem explicar mais polo miúdo em que consistiriam essas "repercussons negativas".
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